Suspeito de estupro em Palmas já havia sido preso por crime semelhante no mesmo local

Josafá Batista dos Santos, preso nesta terça-feira, 1º, suspeito de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos em Palmas, já havia sido detido em outras ocasiões por suspeita de crimes semelhantes contra mulheres. Os casos têm em comum abordagens em áreas de vegetação da capital e, em parte deles, o roubo dos celulares das vítimas.

O crime mais recente aconteceu na manhã de segunda-feira, 31, entre as quadras 601 e 603 Sul, antigas ACSU-SO 60 e Arse 61, na região central de Palmas. A vítima havia descido de um ônibus e seguia a pé para o trabalho quando foi abordada por trás.

A diarista reagiu e entrou em luta corporal com o agressor. Durante o confronto, foi atingida por pelo menos quatro golpes de faca no tórax e no pescoço. Ela foi levada ao Hospital Geral de Palmas (HGP), passou por cirurgia e permanece internada.

Suspeito foi preso no mesmo local por outro caso

Em setembro de 2025, Josafá foi preso pela Polícia Militar por suspeita de estuprar outra mulher no mesmo local onde ocorreu o ataque desta segunda-feira. Segundo informações apuradas pela TV Anhanguera, ele foi solto menos de 24 horas depois.

Em novembro, Josafá voltou a ser preso, desta vez no Maranhão, após uma ordem judicial. Ele teria sido solto há aproximadamente três meses e passou a responder ao processo em liberdade.

Adolescente com bebê no colo foi vítima em 2018

Outro caso envolvendo Josafá ocorreu em 2018. Na ocasião, ele foi detido por suspeita de estuprar uma adolescente de 17 anos que caminhava com o filho de um ano no colo.

O ataque ocorreu em um matagal próximo a uma faculdade, na quadra 1.401 Sul, região sul de Palmas. Josafá, que tinha 32 anos na época, foi preso pela Polícia Civil por meio de mandado de prisão temporária.

Durante as investigações, os policiais encontraram no matagal uma camisa que teria sido utilizada para amarrar a adolescente. Naquele ano, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o investigado confessou o crime durante interrogatório e admitiu ter roubado o celular da vítima.

Padrão dos crimes ajudou polícia a chegar ao suspeito

Segundo a investigação do caso mais recente, o histórico e as semelhanças entre os crimes contribuíram para que os policiais chegassem a Josafá. Foram consideradas informações sobre a região, o perfil das vítimas e o modo de atuação do agressor.

Nos casos relatados, as vítimas foram abordadas em locais com vegetação. Também houve violência sexual e roubo de celulares.

“Iniciamos as buscas, conseguimos localizá-lo na região sul de Palmas. Ele tinha saído para trabalhar e o localizamos no local de trabalho”, explicou o delegado Gustavo Henrique.

Uma garrafa de água encontrada na área do crime também foi incluída entre os elementos levantados pela investigação. Segundo o delegado, o próprio suspeito mencionou ter comprado a garrafa, posteriormente localizada pelos policiais.

Celular da diarista foi encontrado na casa do investigado

Durante buscas na residência de Josafá, realizadas com acompanhamento da defesa técnica, a Polícia Civil encontrou um celular que pertenceria à diarista atacada na segunda-feira.

Familiares da vítima reconheceram o aparelho pela tela de proteção, conforme a investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Josafá deve responder, no caso mais recente, por estupro consumado e roubo.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do investigado para comentar as acusações.

Prefeitura diz que área de mata é particular

Após o ataque, a situação da vegetação no local também foi questionada. A Prefeitura de Palmas informou, por meio da Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana, que a região recebeu serviço de roçagem recentemente.

Segundo a administração municipal, porém, a área de mata onde o crime ocorreu pertence a um proprietário particular.

Com informações Tv Anhanguera