O homem suspeito de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos foi preso no fim da manhã desta terça-feira, 1º, em Palmas. A vítima foi atingida por pelo menos quatro golpes de faca no tórax e no pescoço, passou cerca de seis horas em cirurgia e permanece internada em estado grave no Hospital Geral de Palmas (HGP).
O nome do suspeito não foi divulgado. Segundo o delegado Gustavo Henrique da Silva Andrade, a Polícia Civil conseguiu identificá-lo durante as investigações e o encontrou no local onde trabalhava, na região sul da capital.
Vítima havia acabado de descer do ônibus
De acordo com a polícia, a diarista havia descido de um ônibus e seguia para o trabalho por um atalho em um terreno com vegetação densa quando foi abordada.
Segundo o delegado, o homem obrigou a vítima a manter ato sexual. Ela reagiu e entrou em luta corporal com o agressor, sendo atingida por pelo menos quatro golpes de faca.
Inicialmente, a polícia foi acionada com a informação de que poderia se tratar de uma tentativa de latrocínio. Durante a apuração, porém, os investigadores identificaram elementos que apontavam para um crime sexual.
Após as agressões, o celular da vítima também foi levado.
Garrafa de água ajudou na investigação
Conforme o delegado, as características do crime e informações levantadas na região levaram os investigadores até o suspeito. Ele havia saído para trabalhar e acabou localizado no próprio local de trabalho.
Durante a apuração, o homem teria relatado aos policiais o caminho percorrido e mencionado uma garrafa de água que havia deixado na área onde ocorreu o crime. O objeto foi encontrado pelos investigadores.
A polícia também foi até a residência do suspeito, acompanhada da defesa dele. Durante as buscas, foi encontrado um celular que seria da vítima.
Parentes da diarista foram procurados e, após visualizarem a tela de proteção do aparelho, confirmaram que o telefone pertencia a ela.
Polícia considera estupro consumado
Segundo o delegado, a avaliação inicial é de que o homem responda por estupro consumado e roubo.
Ele explicou que, juridicamente, o estupro pode ser considerado consumado mesmo sem a ocorrência de conjunção carnal, diante da prática de outros atos de natureza sexual mediante violência ou grave ameaça.
A Polícia Civil também considera, inicialmente, que houve roubo porque o suspeito teria aproveitado o momento em que a mulher estava gravemente ferida para levar o celular.
A vítima segue internada em estado grave no HGP.