Servidores do Tocantins vão a Brasília por negociação coletiva e redução da jornada

Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins participaram, nesta quarta-feira (15), de uma mobilização nacional em Brasília, com foco na criação de um marco regulatório para garantir o direito de negociação coletiva no serviço público.

O ato ocorreu após a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora e reuniu centrais sindicais de todo o país em marcha até a Praça dos Três Poderes.

Servidores cobram direito à negociação

Segundo o presidente do Sisepe-TO, Elizeu Oliveira, a principal reivindicação é o fim da ausência de diálogo formal entre governo e servidores.

“Nós fazemos a administração pública funcionar, somos os principais responsáveis pelos resultados positivos dos governos, mas somos escanteados na hora de negociar os direitos. Governos impõem, isso quando pagam, os índices de data-base sem qualquer discussão conosco”, afirmou.

De acordo com o sindicato, a falta de regulamentação permite que reajustes salariais sejam definidos de forma unilateral.

Apoio à redução da jornada

Durante a mobilização, os representantes também manifestaram apoio ao projeto que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil, com o fim da escala 6×1 e adoção do modelo 5×2.

A proposta começou a tramitar na Câmara dos Deputados do Brasil.

A delegação tocantinense atuou em articulação com outras entidades sindicais, como a Força Sindical e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil.

Entre os representantes presentes estavam Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão), da Força Sindical do Tocantins, Carlos Milhomem, do Sindaposto, João Jodacy, do Sintaesco-TO, e Rai Barroso de Sales Lima, do sindicato dos servidores municipais de Araguatins.

Pauta foi entregue aos poderes

A mobilização integra a entrega da pauta unitária da classe trabalhadora aos chefes do Executivo e do Legislativo.

Para os representantes, a união das entidades é fundamental para garantir melhores condições de trabalho e assegurar que reajustes e direitos sejam discutidos de forma mais transparente.