A ponte sobre o Rio Conceição, na TO-487, entre Taguatinga e Taipas do Tocantins, foi totalmente interditada para a realização de serviços de recuperação na estrutura. O bloqueio será mantido por tempo indeterminado e, segundo informações divulgadas pela Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura do Tocantins (Ageto), a medida foi adotada para garantir a segurança dos usuários.
A estrutura tem cerca de 50 metros de extensão e é alvo do Contrato nº 740/2026, firmado entre o Governo do Tocantins e a Construtora Bridge Ltda. para a execução dos serviços de recuperação. A existência do contrato consta em ato da Ageto republicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11).
Conforme a publicação, foram designados servidores responsáveis pela fiscalização e acompanhamento da execução do contrato, incluindo a verificação dos serviços realizados e de eventuais irregularidades.
Reparos começam nesta semana
Segundo as informações divulgadas pela Ageto sobre a interdição, os reparos estão programados para começar nesta semana, e uma equipe deve estar no local nesta quarta-feira (12).
O tráfego permanecerá bloqueado até que os trabalhos sejam concluídos e seja constatado que a estrutura oferece condições de segurança para a circulação de veículos. Até o momento, não foi informado prazo para a liberação da ponte.
Também não foram detalhados publicamente quais problemas foram encontrados na estrutura e levaram à interdição total.
Motoristas terão que utilizar outras rodovias
Com o bloqueio, a orientação é que os motoristas que precisam se deslocar entre Taguatinga e Ponte Alta do Bom Jesus utilizem a TO-110 como rota alternativa.
A partir de Ponte Alta do Bom Jesus, quem precisar acessar a região de Mimosa dos Marinhos poderá seguir pela TO-485.
A recomendação é que motoristas, produtores rurais e comerciantes que utilizam o trecho planejem os deslocamentos com antecedência enquanto durar a interdição.
Estado não informa valor nem prazo da recuperação
O Jornal Primeira Página procurou o Estado para saber o valor total do Contrato nº 740/2026, quais problemas foram identificados na ponte, quais serviços serão executados, o prazo previsto para conclusão da recuperação e se a estrutura apresentava riscos aos usuários.
Também foram solicitadas informações sobre o andamento dos trabalhos e os impactos da interdição no trânsito da região.
Até a publicação desta reportagem, o órgão não havia respondido aos questionamentos. O espaço permanece aberto para manifestação.