Mais de 661 mil tocantinenses estão com o nome negativado; confira os dados

O número de consumidores com o nome negativado voltou a crescer no Tocantins. Segundo dados divulgados pela Serasa, o estado registrou alta de 0,55% no número de inadimplentes em junho, totalizando 661.098 pessoas.

São considerados inadimplentes os consumidores que deixam de pagar contas, financiamentos, empréstimos, cartões de crédito ou outras obrigações financeiras dentro do prazo. Quando a dívida permanece em atraso, o nome pode ser incluído em cadastros de proteção ao crédito, como o da Serasa, dificultando a obtenção de novos financiamentos, empréstimos e crediários.

Ao todo, os consumidores tocantinenses acumulam mais de 2,8 milhões de dívidas, que somam aproximadamente R$ 4,4 bilhões, conforme o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas.

Bancos e cartões lideram as dívidas

Os débitos com bancos e cartões de crédito representam a maior parte das pendências financeiras no estado, correspondendo a 24,64% do total. Em seguida aparecem as dívidas com financeiras (17,21%) e com o varejo (16,65%).

O levantamento mostra ainda que, entre as 27 unidades da Federação, apenas sete registraram redução no número de inadimplentes em junho. O Tocantins está entre os estados que apresentaram crescimento no período.

Inadimplência também cresce no Brasil

Em todo o país, a inadimplência voltou a acelerar após a desaceleração registrada em maio. O número de brasileiros com o nome negativado aumentou 0,28% em junho, chegando a 77 milhões de consumidores.

Juntos, eles acumulam 345,5 milhões de dívidas, que somam mais de R$ 579,5 bilhões. O valor médio devido por consumidor é de R$ 6.920,63.

Especialista orienta negociação das dívidas

Segundo a especialista da Serasa em educação financeira, Aline Vieira, embora o crescimento da inadimplência em junho tenha sido maior que o observado em maio, o ritmo ainda é inferior ao registrado no início do ano.

“Depois de um mês de maio mais ameno, os dados de junho mostram que a inadimplência voltou a crescer com mais força. Porém, ainda mais lenta do que o restante do ano. O cenário segue exigindo cautela: manter as contas organizadas e antecipar a negociação de débitos em atraso ajuda a evitar que o problema se acumule ao longo dos próximos meses, se tornando uma bola de neve”, afirmou.

A recomendação é que os consumidores busquem renegociar as dívidas o quanto antes para reduzir os impactos dos juros e evitar restrições ao crédito.