Temporada de praias já registra quatro mortes por afogamento no Tocantins

O Tocantins registrou 29 mortes por afogamento entre 1º de janeiro e 14 de julho de 2026, uma redução de 36% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), que atribui o resultado às ações preventivas intensificadas durante a temporada de praias. Apesar da queda nos índices, ocorrências registradas nos últimos dias reforçam o alerta para os riscos em locais sem monitoramento e fora das áreas oficiais de banho.

Segundo a corporação, 61 bombeiros militares especializados em salvamento aquático estão mobilizados na Operação Praia Segura deste ano. Desse total, 31 atuam como guarda-vidas em nove praias de oito municípios, enquanto outros 30 integram equipes de ronda responsáveis pelo monitoramento de 74 praias e balneários, além da orientação aos gestores municipais sobre medidas de segurança.

O trabalho também conta com o reforço de aproximadamente 230 guarda-vidas civis, que auxiliam no atendimento aos banhistas durante o período de maior movimento nas praias tocantinenses.

Números da Operação Praia Segura 2026

Indicador Dados
Mortes por afogamento (até 14 de julho) 29
Redução em relação a 2025 36%
Bombeiros especializados mobilizados 61
Guarda-vidas militares 31
Equipes de ronda 30
Praias monitoradas 74
Praias com guarda-vidas 9
Municípios atendidos 8
Guarda-vidas civis Cerca de 230
Salvamentos realizados em julho 2
Ações preventivas Cerca de 3 mil
Afogamentos fatais registrados em julho 4

Quatro mortes foram registradas em julho

Entre os dias 1º e 14 de julho, o Corpo de Bombeiros realizou dois salvamentos aquáticos e promoveu cerca de 3 mil ações preventivas voltadas à orientação dos frequentadores das praias.

No mesmo período, foram registrados quatro afogamentos com vítimas fatais. Segundo a corporação, dois deles ocorreram em Peixe, em locais que não possuem classificação oficial como praia. Outro caso foi registrado em Buriti do Tocantins, em uma área de acampamento localizada nas proximidades de uma praia oficial.

Um dos casos aconteceu no último domingo (12), quando o policial penal Alessandro de Souza Rodrigues, de 32 anos, morreu afogado no Rio Tocantins, na região da Praia do Elias, em Peixe.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que Alessandro nadava em um trecho raso do rio, mas entrou em uma área mais profunda, submergiu e não retornou à superfície. As buscas começaram após um barqueiro acionar a corporação informando o desaparecimento.

Três bombeiros seguiram para o local utilizando uma embarcação e duas motos aquáticas. Ainda na noite de domingo, por volta das 22h, moradores localizaram o corpo em uma região de ilhas próxima a um rancho. A Polícia Militar confirmou a ocorrência, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi.

Alessandro integrava a Polícia Penal do Tocantins desde 2017 e atuava na Unidade Penal Regional de Gurupi. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) divulgou nota de pesar lamentando a morte do servidor. O caso será investigado pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe.

Bombeiros reforçam orientações

O Corpo de Bombeiros destaca que os casos registrados em Peixe ocorreram fora de áreas oficialmente classificadas como praias, o que reforça a importância de utilizar locais monitorados e com presença de guarda-vidas.

A corporação orienta os banhistas a frequentarem praias licenciadas, respeitarem a sinalização das áreas de banho e seguirem as recomendações dos guarda-vidas. Crianças devem permanecer sob supervisão constante de um adulto e utilizar colete salva-vidas durante passeios em embarcações.

Os bombeiros também recomendam evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água, respeitar os próprios limites físicos e, em caso de emergência, acionar imediatamente o telefone 193.