Além de ameaças contra a mãe de Gustavo, advogado já foi preso por não pagar pensão a outros dois filhos

Documentos do Poder Judiciário do Tocantins mostram que o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, atualmente preso e investigado pela morte do filho Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, já havia sido alvo de prisão civil em 2024 por dívida de pensão alimentícia.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo J1 Notícias, que teve acesso aos documentos judiciais. Conforme os autos citados pelo veículo, o processo não envolve Gustavo nem a mãe do menino, Sabrina da Silva Feitosa. A cobrança estava relacionada à pensão de outros dois filhos do advogado, de um relacionamento anterior.

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Mandado foi cumprido após abordagem da PRF

De acordo com os documentos, um mandado de prisão civil contra Igor permaneceu em aberto até que ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a abordagem, os agentes constataram a existência da ordem judicial, que foi cumprida.

A prisão ocorreu exclusivamente em razão do inadimplemento da obrigação alimentar. A prisão civil por dívida de alimentos é uma medida prevista na legislação brasileira para cobrar o cumprimento da obrigação e não possui natureza de condenação criminal.

Os documentos citados não relacionam esse episódio de 2024 à morte de Gustavo nem à investigação criminal atualmente conduzida pela Polícia Civil.

Igor está preso preventivamente no caso Gustavo

Atualmente, Igor está preso preventivamente junto com a companheira, Kathellen Moreira, no inquérito que investiga a morte de Gustavo. As prisões foram cumpridas na madrugada desta quinta-feira (6), em Palmas.

Segundo o delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação, o caso é apurado, neste momento, sob as tipificações de homicídio duplamente qualificado e tortura.

A Polícia Civil informou que as lesões identificadas na criança fazem parte do contexto de violência investigado. A hipótese de violência sexual ainda depende da conclusão de exames complementares.

Laudo descartou versão de afogamento

A investigação começou depois que Igor procurou a Polícia Civil, na segunda-feira (3), para comunicar a morte do filho. Inicialmente, foi apresentada a versão de que Gustavo teria sofrido um afogamento na piscina da residência.

O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), porém, descartou indícios de afogamento e apontou múltiplas lesões. Exames complementares ainda são aguardados pela investigação.

Em nota divulgada após a prisão preventiva, a defesa de Igor afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e que o cumprimento do mandado ocorreu após contato prévio com a Polícia Civil. A defesa também informou que não comentaria aspectos específicos da investigação em razão do sigilo.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.

Com informações j1noticiasto

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