Após ameaça de suspensão, hospitais chegam a acordo com Governo e mantêm atendimentos pelo Servir e SUS
Os hospitais da rede complementar manterão os atendimentos aos usuários do Plano Servir e do Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins. A continuidade dos serviços foi definida após reunião realizada nesta sexta-feira (7) entre representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto).
O acordo ocorre após semanas de impasse envolvendo pagamentos à rede credenciada. Em julho, o Sindesto chegou a notificar o Governo do Tocantins e alertar para a possibilidade de suspensão dos atendimentos caso os débitos com hospitais, clínicas e laboratórios não fossem regularizados.
Atendimento segue normalmente
Com o entendimento firmado nesta sexta-feira, os atendimentos aos beneficiários do Servir e aos pacientes do SUS permanecem mantidos em toda a rede complementar.
Participaram da reunião representantes das secretarias estaduais da Saúde (SES-TO), Administração (Secad), Planejamento e Orçamento (Seplan) e Fazenda (Sefaz), além da Chefia de Gabinete do Governo e do Sindesto.
Segundo o Governo do Tocantins, as negociações com os representantes da rede complementar vinham sendo realizadas desde o início do impasse, com o objetivo de encontrar uma solução que garantisse a continuidade da assistência.
Sindesto acompanhará cumprimento dos encaminhamentos
Apesar da manutenção dos serviços, as tratativas entre o Governo e os prestadores continuarão. O Sindesto informou que acompanhará, junto ao Comitê Gestor do Gasto Público, o cumprimento dos encaminhamentos definidos durante a reunião.
O Governo também informou que manterá o diálogo com as instituições e o acompanhamento das medidas acordadas.
A informação divulgada nesta sexta-feira não detalha, porém, quais foram os encaminhamentos financeiros definidos durante a reunião, o valor atualmente devido aos prestadores, o cronograma para regularização dos pagamentos ou se parte dos débitos já foi quitada.
Crise levou a alerta de suspensão
Em julho, o Sindesto havia informado que os atrasos sucessivos nos pagamentos colocavam em risco a continuidade dos serviços prestados aos beneficiários do Servir e aos pacientes atendidos pela rede complementar do SUS.
Na ocasião, a entidade notificou extrajudicialmente o Estado e cobrou a regularização dos débitos. A notificação foi entregue em 15 de julho a representantes das secretarias estaduais da Administração, Fazenda e Saúde.
Em meio às reclamações dos prestadores, o Governo também autorizou, em julho, a contratação da empresa OTOPALMAS Serviços Médicos Ltda. para prestar atendimento aos beneficiários do Servir.
