Após carta de Irajá, PSD diz que ausência na ata ocorreu a pedido do senador
O PSD Tocantins divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota de esclarecimento em resposta à carta publicada pelo senador Irajá Abreu (PSD), na qual ele anunciou que não disputará a reeleição ao Senado e afirmou que seu nome foi excluído da ata da convenção do partido.
Segundo a legenda, a ausência do nome de Irajá ocorreu por solicitação do próprio senador, formalizada por meio de um ofício encaminhado à presidência estadual do PSD antes da realização da convenção.
Partido diz que cumpriu pedido do senador
Na nota, o PSD informa que Irajá comunicou ao presidente estadual da legenda, Laurez Moreira, que não autorizava a inclusão de seu nome para qualquer cargo durante a convenção, nem o uso de sua imagem em materiais de divulgação do evento.
De acordo com o partido, a decisão de não incluir o senador na ata atendeu à manifestação expressa feita por ele.
A legenda afirma ainda que aguardou até o último momento do prazo legal por uma eventual mudança de posicionamento, apesar de já ter recebido o ofício.
Vaga permaneceu reservada, afirma PSD
O PSD sustenta que a vaga ao Senado permaneceu reservada a Irajá durante todo o processo de construção da chapa.
Segundo a nota, esse entendimento foi reafirmado por Laurez Moreira durante entrevista coletiva concedida antes da convenção, quando afirmou que caberia ao senador decidir se participaria da disputa.
O partido também nega que outro filiado tenha sido escolhido para substituir Irajá na chapa majoritária.
Ainda conforme a legenda, não houve deliberação dos diretórios estadual ou nacional para indicar outro nome ao Senado e toda a composição da chapa seguiu os acordos políticos firmados e as manifestações formais dos envolvidos.
Para reforçar sua versão, o PSD anexou à nota uma cópia do ofício encaminhado por Irajá à presidência estadual do partido.
Carta de Irajá
Também nesta quinta-feira, Irajá Abreu anunciou que não disputará a reeleição ao Senado.
Na carta aberta aos tocantinenses, o parlamentar afirmou que tomou a decisão após verificar que seu nome e o da líder evangélica Ivanete Lima não constavam na ata da convenção do PSD homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
O senador declarou que a decisão foi tomada “após muita reflexão, diálogo e respeito à população” e afirmou que preferiu preservar suas convicções diante das circunstâncias políticas.
