Justiça manda Google entregar dados sobre morte de empresária no Tocantins

A Justiça do Tocantins determinou que o Google e operadoras de telefonia forneçam informações que poderão auxiliar na investigação sobre a morte da empresária e servidora pública Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, encontrada morta no Rio Santa Tereza, em Peixe, no dia 1º de janeiro de 2026. A decisão também manteve Mateus Viana de Oliveira como réu no processo e marcou para 22 de setembro a audiência de instrução e julgamento.

O despacho foi assinado pela juíza Ana Paula Araújo Aires Toríbio no último dia 7. Além de negar o pedido de absolvição sumária apresentado pela defesa de Mateus Viana, a magistrada autorizou novas diligências para esclarecer a criação de uma conta de e-mail registrada em nome da vítima.

Segundo a investigação, um aparelho celular Samsung Galaxy A01 Core, retirado por Mateus em Palmas, teria sido utilizado para criar, em 1º de dezembro de 2025, o endereço eletrônico “[email protected]“, quando o telefone ainda estaria sob sua posse.

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Para esclarecer essa informação, a Justiça determinou o envio de ofícios ao Google LLC e às operadoras de telefonia, solicitando dados capazes de identificar quem criou a conta de e-mail e onde os dispositivos eletrônicos mencionados no inquérito foram ativados.

Ao pedir a absolvição do acusado, a defesa sustentou que Mateus Viana apenas retirou e entregou um aparelho celular, sem qualquer participação no suposto planejamento do crime.

A magistrada, no entanto, entendeu que os elementos reunidos durante a investigação ainda justificam sua permanência no processo.

Na decisão, a juíza menciona registros telemáticos e depoimentos que indicam um encontro entre Mateus e as demais acusadas no Hotel Mutucão, em Gurupi, na noite em que o crime teria ocorrido. Para a magistrada, caberá à fase de instrução esclarecer se o acusado tinha conhecimento ou aderiu ao plano criminoso.

Embora tenha rejeitado o pedido de absolvição, a Justiça acolheu diligências solicitadas pela defesa e aceitas pelo Ministério Público, entendendo que elas poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Com duas rés presas — Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro Rosa, custodiadas na Unidade Penal Feminina de Formoso do Araguaia —, a juíza determinou prioridade na tramitação do processo.

A audiência de instrução e julgamento foi marcada para as 13h45 do dia 22 de setembro e será realizada por videoconferência.

Deise Carmen de Oliveira Ribeiro desapareceu após sair de Palmeirópolis com destino a Gurupi, em dezembro de 2025. Dias depois, o corpo foi encontrado por um morador no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.

De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por disputas familiares e patrimoniais. A versão, entretanto, é contestada pelas defesas dos acusados.

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