As chamadas falsas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continuam sendo um problema em Palmas. Somente nos cinco primeiros meses de 2026, a Central de Regulação registrou 115 trotes, número que representa quase metade de todas as ocorrências contabilizadas ao longo de 2025, quando foram registradas 240 ligações falsas.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que alerta para os prejuízos causados por esse tipo de ocorrência. Segundo a pasta, os trotes ocupam as linhas telefônicas da central e podem atrasar ou até impedir o atendimento de pessoas que realmente precisam de socorro médico urgente.
Mais de 100 trotes em cinco meses
De acordo com o levantamento da Semus, janeiro foi o mês com maior número de chamadas falsas em 2026, com 25 registros. Em seguida aparecem fevereiro, com 26 ocorrências; março, com 23; abril, com 18; e maio, com 23.
No ano passado, foram contabilizados 240 trotes ao longo dos 12 meses, com destaque para janeiro (49 ocorrências), novembro (29) e outubro (25).
Chamadas comprometem atendimento
A Secretaria de Saúde explica que as equipes responsáveis pelo atendimento telefônico recebem treinamento para identificar situações suspeitas e, muitas vezes, conseguem reconhecer trotes por informações desconexas ou pela ausência de contexto durante a ligação.
Mesmo assim, cada chamada falsa mobiliza tempo e recursos da central, comprometendo a agilidade do atendimento prestado à população.
Segundo a Semus, enquanto uma linha telefônica está ocupada por um trote, uma pessoa em situação real de emergência pode enfrentar dificuldades para conseguir atendimento.
Orientação à população
A orientação da prefeitura é para que a população utilize o serviço de forma responsável e conscientize crianças e adolescentes sobre os riscos das ligações falsas.
O Samu é acionado para situações de urgência e emergência, como acidentes, problemas cardíacos, dificuldades respiratórias, convulsões e outras ocorrências que exigem atendimento imediato.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o uso indevido do serviço pode colocar vidas em risco e comprometer o funcionamento da rede de atendimento de urgência.