A carne bovina produzida no Tocantins registrou aumento de receita no mercado internacional no segundo trimestre de 2026, mesmo com uma redução no volume embarcado. Entre abril e junho, as exportações de carne bovina in natura movimentaram US$ 179,3 milhões, alta de 20,6% em comparação com o mesmo período de 2025.
No segundo trimestre do ano passado, as vendas externas haviam alcançado aproximadamente US$ 148,7 milhões. Os dados constam no Boletim Técnico do Sistema FAET/SENAR Tocantins, elaborado a partir de informações do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Com o resultado, a carne bovina in natura ficou na segunda posição entre os principais produtos exportados pelo agronegócio tocantinense, atrás apenas da soja em grãos.
Menos carne, mais receita
O crescimento do faturamento ocorreu apesar da redução de 2,9% na quantidade de carne enviada ao exterior. O volume passou de aproximadamente 30 mil toneladas no segundo trimestre de 2025 para 29,1 mil toneladas no mesmo período deste ano.
A diferença está no valor médio do produto. O preço passou de cerca de US$ 4,96 por quilo para US$ 6,17, uma alta de aproximadamente 24,4%.
Segundo o boletim, a valorização dos produtos exportados ajuda a explicar a diferença entre o crescimento da receita e o desempenho do volume comercializado pelo agronegócio tocantinense.
Exportação de bovinos vivos dispara
Considerando todas as carnes, o Tocantins movimentou US$ 185,7 milhões em exportações no segundo trimestre, contra US$ 154,1 milhões no mesmo período de 2025. O crescimento foi de 20,5%, e o segmento respondeu por 16,4% das exportações do agro estadual.
Outro resultado de destaque veio da comercialização de bovinos vivos. As exportações saltaram de US$ 2,4 milhões para US$ 14,7 milhões, crescimento de 503,9%.
A soja continuou liderando as exportações do agronegócio tocantinense, com participação de 78,8%. Juntos, o complexo soja e as carnes concentraram 95,2% das vendas externas do setor entre abril e junho.
No total, o agronegócio do Tocantins movimentou US$ 1,13 bilhão em exportações no segundo trimestre de 2026, crescimento de 17,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.