Polícia Civil indicia seis pessoas por suspeita de desvio de R$ 400 mil em temporada de praia em Guaraí

A Polícia Civil do Tocantins concluiu as investigações de um inquérito ligado à Operação Ongs de Papel, que apurou suspeitas de irregularidades em um convênio firmado para a realização da temporada de praia de Guaraí, em 2016.

Segundo a investigação da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção, o esquema envolvia simulação de propostas, superfaturamento de serviços e uso de empresas de fachada para ocultação de recursos públicos.

Convênio envolvia emenda de R$ 400 mil

De acordo com a Polícia Civil, o termo de colaboração foi firmado entre a antiga Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (SEDEN) e uma organização da sociedade civil.

Os recursos utilizados eram provenientes de emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil.

Investigação aponta empresas de fachada

As apurações indicam que empresas interpostas eram usadas para criar aparência de concorrência regular em contratos ligados à estrutura do evento, como palco, som e iluminação.

Segundo a DECOR, as empresas não possuíam capacidade operacional compatível com os serviços contratados e estariam registradas em nome de pessoas sem capacidade financeira, mas controladas pelos investigados.

Grupo teria obtido mais de R$ 100 mil

A investigação aponta que os principais envolvidos obtiveram mais de R$ 100 mil em vantagens econômicas, com divisão de valores entre operadores da entidade, representantes de empresas e familiar do parlamentar autor da emenda.

Ao todo, seis pessoas foram indiciadas pelos crimes de peculato-desvio e lavagem de dinheiro.

Caso foi enviado à Justiça e ao MP

O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário da comarca de Araguaína e ao Ministério Público do Tocantins para adoção das medidas cabíveis.

Segundo a Polícia Civil, as investigações relacionadas ao parlamentar responsável pela emenda seguirão em autos separados, por determinação do Tribunal de Justiça.