Operação Terra Falsa apura esquema milionário de crédito rural irregular em Palmas

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Terra Falsa para investigar um suposto esquema de fraudes na obtenção de financiamentos rurais junto a uma instituição financeira privada. A ação ocorreu em Palmas e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens avaliados em mais de R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil.

Segundo a PF, as investigações apontam que um ex-funcionário do banco teria inserido informações falsas nos sistemas internos da instituição para viabilizar a concessão irregular de créditos milionários destinados ao setor rural.

Mandados foram cumpridos em Palmas

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins e cumpridos na capital tocantinense.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens de oito investigados. Entre os ativos atingidos pela decisão estão imóveis urbanos, fazendas, veículos, aplicações financeiras e outros bens passíveis de registro.

De acordo com a Polícia Federal, o valor total dos bens bloqueados chega a aproximadamente R$ 141,7 milhões, além de US$ 400 mil.

Uso de informações falsas

Conforme a PF, o esquema consistia na inserção de dados falsos para caracterizar indevidamente determinadas pessoas como produtores rurais.

Com isso, os investigados teriam conseguido acesso irregular a linhas de crédito destinadas ao agronegócio, obtendo financiamentos que não atenderiam aos requisitos exigidos pelas instituições financeiras.

O nome da operação, Terra Falsa, faz referência justamente à suposta utilização de informações fraudulentas para obtenção dos recursos.

Investigados podem responder por três crimes

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de:

  • Obtenção de financiamento mediante fraude;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Associação criminosa.

Somadas, as penas previstas para os delitos podem chegar a 19 anos de prisão, além da aplicação de multas.

Investigações continuam

A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados à instituição financeira e ao sistema de crédito rural.