MP investiga compra de veículos de luxo de mais de R$ 700 mil pela Prefeitura de Figueirópolis

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos pela Prefeitura de Figueirópolis. O foco da apuração é a compra de veículos classificados pelo órgão como picapes e SUVs de luxo, em aquisições que teriam ultrapassado R$ 700 mil.

A investigação foi formalizada por meio da Portaria de Instauração de Procedimento Preparatório nº 3835/2026, publicada no Diário Oficial do MPTO. O procedimento tem como objetivo verificar se houve priorização inadequada de gastos públicos em detrimento de investimentos na rede municipal de saúde.

Segundo a portaria, a apuração teve origem em uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público.

O documento informa que o órgão busca esclarecer se a aquisição dos veículos ocorreu enquanto existiam demandas ou necessidades não atendidas na área da saúde pública municipal. O município de Figueirópolis aparece como representado no procedimento.

O caso foi enquadrado pelo MPTO em temas relacionados ao Direito Administrativo, atos administrativos, improbidade administrativa e eventual dano ao erário.

A abertura do procedimento, porém, não significa que irregularidades já tenham sido comprovadas. A fase atual serve para reunir documentos, informações e esclarecimentos que permitam avaliar se existem elementos para uma investigação mais aprofundada.

Prefeitura terá novo prazo para prestar esclarecimentos

A publicação revela que o Ministério Público já havia solicitado informações ao município por meio do Ofício nº 624/2026, recebido pela prefeitura em 11 de março deste ano.

Com a instauração do Procedimento Preparatório, o promotor responsável determinou a reiteração do pedido e concedeu novo prazo de 15 dias para apresentação de documentos e esclarecimentos.

O Diário Oficial não informa se a prefeitura deixou de responder ao primeiro ofício ou se as informações encaminhadas foram consideradas insuficientes, mas a reiteração do pedido indica que o Ministério Público ainda busca dados para concluir a análise inicial.

O Jornal Primeira Página procurou a Prefeitura de Figueirópolis para solicitar esclarecimentos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem