Serial killer do Tocantins segue foragido há 82 dias após fuga de presídio; polícia mantém buscas

O serial killer Renan Barros da Silva, condenado a 72 anos de prisão por três assassinatos, segue foragido há 82 dias após escapar da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins. A fuga ocorreu na noite de 25 de dezembro de 2025, e até o momento não houve recaptura.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO), as forças de segurança continuam mobilizadas na região sul do estado na tentativa de localizar Renan e o outro detento que fugiu com ele, Gildásio Silva Assunção.

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De acordo com a SSP, os dois possuem ligação com o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) e são considerados de alta periculosidade.

“As diligências seguem em andamento, com atuação integrada de equipes da Polícia Civil e de outras forças de segurança, em diferentes frentes investigativas, com foco na localização e recaptura dos foragidos”, informou a secretaria em nota.

Condenações por homicídio

Renan Barros da Silva é apontado pela polícia como um serial killer. Ele foi condenado a 72 anos de prisão por matar três homens a tiros em uma rotatória de Araguaína, no norte do Tocantins, além de deixar outra vítima ferida.

Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público descreveu o acusado como uma pessoa com comportamento sádico e com prazer em matar.

O outro foragido, Gildásio Silva Assunção, também cumpre pena por crimes graves. Ele possui quatro condenações, incluindo homicídio, com penas que somam 46 anos de prisão.

Como ocorreu a fuga

Segundo a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), responsável pela administração do sistema penitenciário, os dois detentos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão e estavam em uma cela separada por questões disciplinares.

Na noite da fuga, os presos serraram as grades da cela, acessaram uma janela e utilizaram uma corda improvisada feita com lençóis para escalar o muro da unidade e fugir pelo alambrado.

A ausência dos detentos foi percebida apenas na manhã do dia 26 de dezembro.

Investigações seguem sob sigilo

As autoridades informaram que as investigações sobre as circunstâncias da fuga continuam em andamento. No entanto, detalhes das ações policiais não estão sendo divulgados.

Segundo a SSP, o sigilo é necessário para não comprometer as estratégias de localização e captura dos fugitivos.

A Seciju também informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar como os materiais utilizados na fuga foram introduzidos na cela e se houve falhas na segurança da unidade prisional.

Polícia pede ajuda da população

A Secretaria da Segurança Pública reforça que qualquer informação que possa ajudar na localização dos foragidos pode ser repassada às autoridades.

As denúncias podem ser feitas pelos telefones 190 ou 197, ou pelo número (63) 3312-4110, que também funciona via WhatsApp.

Segundo a polícia, o sigilo do denunciante é garantido.