A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas apresentou, nesta quinta-feira (26), na Câmara Municipal, o Relatório de Prestação de Contas do 3º quadrimestre de 2025. No período, a saúde arrecadou R$ 144.166.178,17, sendo 46,34% de recursos próprios do município e o restante de repasses externos.
Do total executado, R$ 71,2 milhões foram destinados ao pagamento de pessoal e encargos, o que representa 62% do orçamento da saúde.
Orçamento comprometido com custeio
Segundo os dados apresentados na audiência pública, a predominância de despesas com pessoal reduz a margem para investimentos em novas frentes no curto prazo. A gestão argumenta que os custos fixos são necessários para manter o funcionamento da rede municipal.
Durante o debate, vereadores questionaram a elevada dependência de recursos de outras esferas de governo e pediram esclarecimentos sobre estratégias para reduzir essa dependência financeira.
Assistência farmacêutica
A secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, destacou avanços na assistência farmacêutica. De acordo com ela, foram registrados 162.675 atendimentos relacionados à recuperação de acesso a medicamentos no último quadrimestre.
“Hoje temos buscado a manutenção dessa produção com unidades mais estratégicas. Temos feito algumas alterações em relação à assistência farmacêutica e o planejamento é que a gente aumente o número de farmácias em Palmas para que a gente consiga ampliar o acesso da população a essa estratégia de cuidado que é tão importante”, afirmou.
Indicadores e desafios
A secretária informou ainda que houve queda nos índices de mortalidade infantil e nos casos de dengue, mas reconheceu a necessidade de aprimorar o monitoramento e os indicadores de desempenho.
Entre as prioridades apontadas estão ajustes nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), considerando a população real da capital, além da manutenção das respostas às demandas de urgência enquanto se amplia gradualmente a rede de atendimento eletivo.
Durante a audiência, também foram debatidos o cumprimento de decisões judiciais na área da saúde, melhorias nos serviços de saúde bucal e mental, além de temas relacionados ao funcionalismo público, como a possível prorrogação do concurso e a discussão sobre terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).