Projeto sobre fundação de Palmas leva Tocantins à Bienal de Arquitetura em São Paulo

A história da fundação de Palmas será apresentada em um dos principais eventos de arquitetura contemporânea do país. O projeto do arquiteto e urbanista palmense Marcus Garcia foi selecionado em concurso nacional para representar o Tocantins na 1ª edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB).

O evento ocorre entre 25 de março e 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, localizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A Bienal reúne um projeto por unidade da federação, organizados por biomas, com foco na diversidade territorial, cultural e criativa do Brasil.

Pioneirismo como herança viva

A proposta apresentada por Marcus Garcia parte da memória e do pioneirismo ligados à criação do Tocantins e à fundação da capital. O projeto tem como referência simbólica a trajetória de sua mãe, Zuleide Dias da Silva, conhecida como Arlê, que chegou a Palmas no fim de 1989, quando a cidade ainda estava em construção.

Segundo o arquiteto, a ideia é reconhecer a arquitetura como expressão cultural e instrumento de construção de identidade.

“É a chance de mostrar ao Brasil nossa forma de habitar, criar, acolher e ser, nossa identidade”, afirmou.

A proposta dialoga com a criação do Tocantins, oficializada em 5 de outubro de 1988, e com a fundação de Palmas, em 20 de maio de 1989, contextualizando a capital como resultado de um processo histórico recente.

Palmas em evidência nacional

A seleção coloca Palmas em destaque em um evento de projeção nacional. A secretária municipal de Turismo, Juventude e Esportes, Ana Paula Setti Nogueira, destacou que a participação fortalece a imagem da cidade como polo criativo.

“A presença do Tocantins na Bienal, por meio de um arquiteto palmense, demonstra que investir em cultura e criatividade gera reconhecimento e desenvolvimento”, afirmou.

Evento reúne projetos de todo o país

A Bienal de Arquitetura Brasileira foi idealizada pelos arquitetos Anna Rafaela Torino e Raphael Tristão com a proposta de ampliar o acesso do público à produção arquitetônica contemporânea.

A organização estima receber mais de 1 milhão de pessoas na área aberta do espaço e cerca de 160 mil visitantes na área expositiva durante o período do evento.