Pré-candidato ao Senado pelo PT repudia a escalada da violência no estado, que registrou aumento de 52,8% nos casos, e propõe fortalecimento imediato das políticas públicas de amparo às vítimas e punição aos agressores.
A brutalidade que tirou a vida da enfermeira Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, na noite desta segunda-feira (27), em Palmas, acende um alerta sobre a segurança das mulheres no Tocantins. Diante de mais essa tragédia, o pré-candidato ao Senado, Paulo Mourão (PT), manifestou profunda indignação e cobrou uma resposta urgente, firme e estrutural do estado para frear o avanço do feminicídio.
Mourão, que tem histórico de compromisso com pautas sociais e de defesa dos direitos humanos, elevou o tom ao classificar a situação do estado como inaceitável. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins amargou um salto de 52,8% no número de feminicídios, passando de 13 casos em 2024 para 20 em 2025. Até meados de julho de 2026, já eram cinco vidas ceifadas, estatística que agora ganha o rosto e a história de Morgana.
“Como cidadão, como tocantinense, como pai e como homem público, eu não aceito que o nosso estado continue sendo um matadouro de mulheres. O que aconteceu com a Morgana, uma servidora pública dedicada da UPA de Porto Nacional, mãe de duas filhas, que morreu tentando se proteger trancada em um banheiro, não é apenas uma tragédia familiar. É a falência do nosso sistema de proteção. Precisamos dar um basta definitivo a essa covardia”, declarou o pré-candidato em tom de revolta.
Para Paulo Mourão, o luto deve ser transformado em ação legislativa e orçamentária com leis e recursos para acabar com a violência contra as mulheres. O político reforça que o feminicídio é o topo de uma escalada de violência que começa muito antes, com ameaças e agressões psicológicas, e que o estado precisa estar presente desde o primeiro pedido de socorro.
No Senado, Mourão assume o compromisso de encampar a estruturação de um cinturão de proteção à mulher tocantinense. Entre suas propostas estão a destinação de recursos federais para a ampliação das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) com funcionamento 24 horas; a expansão e o aparelhamento das Patrulhas Maria da Penha da Polícia Militar para todos os polos regionais do estado; e a criação de um fundo de amparo financeiro, de qualificação e psicológico para mulheres que precisam romper o ciclo de violência, além de suporte aos órfãos do feminicídio.
“A política precisa agir onde a dor grita. Não podemos esperar a mulher chegar ao extremo do desespero para o estado aparecer. Garantir que as medidas protetivas sejam rigorosamente cumpridas com uso de tecnologia e inteligência é o mínimo”, enfatiza Mourão.
O pré-candidato prestou total solidariedade à família de Morgana, às suas duas filhas e a toda a comunidade de Porto Nacional e Tocantínia.
“Cada mulher assassinada pelo machismo carrega consigo os sonhos de uma família inteira. O Senado Federal será minha trincheira para endurecer as leis e garantir que a rede de proteção no Tocantins tenha orçamento e força para salvar vidas. O nosso compromisso com a vida das mulheres é inegociável”, finalizou.
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA
A violência contra a mulher não deve ser silenciada. Denuncie:
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (gratuito e anônimo).
- Ligue 190: Polícia Militar (em casos de emergência e agressão em andamento).
- Delegacias Especializadas (Deam): Para registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas.