As ações desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura, ao longo de 2025 resultaram em avanços na preservação do patrimônio cultural, no fortalecimento da memória e na ampliação do acesso às artes visuais no estado. Entre as iniciativas estão eventos de formação, mapeamentos culturais, registros documentais, levantamentos de edificações históricas e exposições artísticas.
Segundo o governador Wanderlei Barbosa, a cultura tem recebido atenção especial na atual gestão.
“É perceptível o quanto os investimentos na cultura têm sido expressivos nos últimos anos, especialmente em 2025. Foram diversas ações e eventos que promovem a preservação dos traços ancestrais que compõem o nosso estado, tão diverso e plural, e suas manifestações culturais”, destacou.
Patrimônio e memória cultural
Entre os destaques está a 2ª Semana do Patrimônio Cultural do Tocantins, realizada em agosto em parceria com o Ministério da Cultura e o Iphan, que reuniu gestores, especialistas, artistas e mestres da cultura popular, resultando na elaboração de uma Carta de Encaminhamentos com propostas para a preservação do patrimônio.
O agente cultural Bernardo Klepa avaliou a iniciativa.
“A Semana do Patrimônio Cultural do Estado do Tocantins trouxe oportunidades de diálogo e manifestações importantes para todas as cidades participantes. Além dos debates, as ações da Secult possibilitaram novas expectativas para as instituições e coletivos na execução das leis e de projetos a serem desenvolvidos”, afirmou.
Mapeamentos e artes visuais
Em 2025, a Secult também realizou o mapeamento da produção de cachaça artesanal no sudeste do estado, identificando 12 produtores, além de produzir um dossiê sobre as Taieiras e Congos de Monte do Carmo, com documentário e catálogo fotográfico.
A pasta ainda promoveu a exposição “Entre Gravuras e Traços – A arte brasileira abraça o Tocantins” e iniciou a série de documentários sobre artesãos centenários, começando por Regina da Silva Guimarães, de 102 anos, de Pedro Afonso.
A filha da artesã, Maria de Penha da Silva Guimarães, destacou o significado do registro.
“O documentário foi um marco histórico para a cidade de Pedro Afonso. Eu como filha dela tenho muito orgulho de tudo que ela fez, a idade que ela conseguiu alcançar, não só eu, mas todos os oito filhos dela. Essa arte, ainda mais nos tempos de hoje, traz emoções de orgulho e felicidade. Saber que a história da minha mãe, uma mulher que foi guerreira durante toda a sua vida, pode ser conhecida não só pela cidade, mas pelo estado do Tocantins e até pelo Brasil todo traz a sensação de que sua história sempre será lembrada. Tudo o que ela fez em vida não ficará apenas no coração da família Silva Guimarães, mas também no conhecimento do povo”, declarou.