Operação da FICCO-TO investiga movimentação milionária ligada ao tráfico de drogas

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a terceira fase da Operação Serras Gerais com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação interestadual. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA).

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma fintech sem autorização do Banco Central para realizar movimentações financeiras no Brasil e no exterior. A operação é resultado da análise das transações realizadas pela organização.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico, com a utilização de empresas de fachada e aquisição de bens de luxo para movimentar valores de origem suspeita.

Empresas e movimentações investigadas

Em Goiânia, foi identificada uma revenda de veículos que seria utilizada para converter recursos provenientes do tráfico aéreo de drogas. A empresa operava em endereços considerados inconsistentes pelas autoridades e era administrada por sócios ligados ao esquema, entre eles um indivíduo em regime de cumprimento de pena.

Já em Imperatriz, a investigação identificou uma estrutura financeira comandada por dois irmãos — um empresário da construção civil e um servidor público — que teriam movimentado, em 50 dias, R$ 9,3 milhões e R$ 5,3 milhões, respectivamente. As transações teriam sido realizadas por meio de contas vinculadas ao banco clandestino e a uma papelaria usada como empresa de fachada.

Também foram cumpridos mandados relacionados a um policial militar do Maranhão, ex-sócio de uma construtora apontada como integrante da estrutura da organização criminosa e utilizada para lavagem de dinheiro.

Crimes investigados

Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal. Somadas, as penas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

A operação contou com apoio da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Tocantins, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO/PC/TO) e da Polícia Civil de Goiás (PC/GO).

A FICCO/TO é formada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Tocantins, atuando sob coordenação da Polícia Federal em ações de investigação e repressão a organizações criminosas.