Museu Casa Siqueira Campos leva a história de Palmas a fórum internacional sobre patrimônio

A história do Museu Casa Siqueira Campos, conhecido como Casa Suçuapara, foi apresentada nesta quarta-feira (22) durante o Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico Brasil-Portugal (Fipa), realizado em Florianópolis (SC). O espaço, considerado um dos marcos da criação de Palmas, foi tema de um artigo que detalha sua trajetória desde a fundação da capital até a transformação em patrimônio histórico e cultural.

O trabalho, intitulado Casa Suçuapara, a primeira casa da última capital do Brasil, foi elaborado pelas arquitetas e urbanistas Lana Edla Costa Barbosa, gerente de manutenção dos equipamentos culturais da Prefeitura de Palmas, e Regina Barbosa Lopes Cavalcante, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Tocantins (CAU-TO).

Da primeira Prefeitura ao museu

Durante a apresentação, as autoras relembraram as diferentes funções desempenhadas pela Casa Suçuapara ao longo das últimas décadas. O imóvel foi sede da Fazenda Triângulo antes da criação de Palmas e, posteriormente, abrigou a primeira Prefeitura e a Câmara Municipal da capital.

Ao longo dos anos, o espaço também funcionou como sede da Legião Brasileira de Assistência (LBA), do Departamento de Estradas e Rodagens do Tocantins (Dertins), da administração do Parque Cesamar e até de um restaurante, antes de se tornar o Museu Casa Siqueira Campos.

Atualmente, o local recebe exposições, apresentações artísticas, oficinas, visitas técnicas e outras atividades culturais. A gestão do museu é realizada pela Fundação Cultural de Palmas (FCP).

Patrimônio histórico

Em 2005, o imóvel foi tombado como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Palmas. Já em junho de 2024, uma lei municipal alterou o nome do espaço para Museu Casa Siqueira Campos, em homenagem ao primeiro governador do Tocantins e um dos principais articuladores da criação do estado.

O artigo também destaca a restauração realizada em 2023, quando o prédio passou por intervenções para conservação da estrutura, preservando suas características arquitetônicas originais.

Segundo a presidente da Fundação Cultural de Palmas, Luara Aquino, a apresentação do estudo em um evento internacional reforça a importância do patrimônio histórico da capital e incentiva a produção de conhecimento sobre a cidade.

As autoras do artigo afirmam que a participação no fórum contribui para divulgar nacionalmente a história da Casa Suçuapara e ampliar o debate sobre a preservação do patrimônio cultural tocantinense.