Cerca de 15 mil mulheres ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participaram, entre os dias 8 e 12 de março, da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra. A mobilização ocorreu em 24 estados e incluiu marchas, bloqueios, atos públicos e a ocupação de 14 latifúndios considerados improdutivos, entre eles áreas localizadas no Tocantins.
Mobilização em vários estados
Segundo o movimento, as ações ocorreram nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins. Pernambuco concentrou o maior número de ocupações, com sete áreas ocupadas, enquanto os demais estados registraram uma ocupação cada.
A jornada teve como lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!” e marcou a abertura do calendário anual de mobilizações do MST.
Pauta da reforma agrária
De acordo com a coordenação do movimento, as atividades buscaram pressionar por avanços na política de reforma agrária e denunciar situações de violência no campo.
“A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra abre o calendário de lutas do movimento e reforça a importância da Reforma Agrária Popular para a construção de um país mais justo”, afirmou Lizandra Guedes, da coordenação nacional do setor de gênero do MST.
Denúncias e reivindicações
Durante a mobilização, lideranças também criticaram impactos de atividades econômicas no campo e denunciaram casos de violência contra mulheres em áreas rurais.
Para Margarida Silva, conhecida como Magal, integrante da coordenação nacional do MST, a jornada deste ano buscou ampliar o debate público sobre a reforma agrária e seus impactos sociais.
Informações: Assessoria MST