Matrículas em ensino a distância crescem 286% em dez anos e superam avanço do ensino presencial no Brasil

O número de matrículas em cursos de educação a distância (EaD) no ensino superior cresceu 286,7% no Brasil entre 2014 e 2024, segundo dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação. No mesmo período, as matrículas em cursos presenciais caíram 22,3%, indicando uma mudança no perfil de acesso à graduação no país.

O levantamento, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, mostra que o EaD se consolidou como principal modalidade de ingresso no ensino superior, sobretudo na rede privada, que concentra 95,9% das matrículas nessa modalidade. Os dados consideram estudantes em qualquer etapa da graduação.

Crescimento do EaD se mantém 

De acordo com o relatório, o número de matrículas em cursos a distância cresceu 5,6% em 2024 na comparação com 2023. Já os cursos presenciais registraram nova retração, com queda de 0,5% no mesmo período.

A expansão é mais evidente em áreas como cursos tecnológicos e licenciaturas. Atualmente, 82,6% das matrículas em cursos tecnológicos são a distância. Nas licenciaturas, o percentual chega a 68,5%. Em 2014, esse cenário era inverso, com predominância do ensino presencial.

Mais de 10 milhões de estudantes no ensino superior

O Censo também aponta crescimento geral no número de alunos no ensino superior. Entre 2014 e 2024, o total de matrículas aumentou 30,5%, ultrapassando a marca de 10 milhões de estudantes em instituições públicas e privadas.

Segundo o Inep, a média anual de crescimento das matrículas é de 2,7%. Em relação ao último levantamento, de 2023, a alta foi de 2,5%.

O estudo conclui que o ensino a distância se tornou a principal porta de entrada para a graduação no Brasil, especialmente em cursos voltados à formação de professores e em áreas com maior demanda no mercado de trabalho.

Com informações CNN Brasil