Laurez Moreira defende prevenção, educação e fortalecimento da rede de proteção para combater feminicídios no Tocantins

O crescimento dos casos de feminicídio no Tocantins acende um alerta para a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção, proteção às mulheres e combate à violência doméstica. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que o Estado registrou 20 feminicídios em 2025, um aumento de 52,8% em relação aos 13 casos contabilizados em 2024.

Os primeiros meses de 2026 mostram que o desafio permanece. Até 13 de julho, cinco feminicídios haviam sido registrados oficialmente no Estado, sendo dois em Araguaína, dois em Palmas e um em Peixe. Nesta segunda-feira, 27, a morte da enfermeira e agente socioeducativa Morgana Vieira Monteiro, em Palmas, reacendeu o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. O caso ainda não integra os dados consolidados utilizados nesta matéria por ter ocorrido após o período considerado nas estatísticas oficiais.

Para o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), os números demonstram que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode se limitar à investigação e punição dos crimes após eles acontecerem. “Cada feminicídio representa uma vida interrompida e uma família destruída. O poder público precisa agir antes que a violência chegue ao seu desfecho mais trágico. Segurança pública também significa prevenção, acolhimento e proteção às mulheres”, afirmou.

Para Laurez, o enfrentamento ao feminicídio também passa por uma mudança cultural, que precisa envolver famílias, escolas, comunidades e o poder público. “Não basta agir quando a violência já aconteceu. É preciso trabalhar para que ela nem comece. O Estado deve promover campanhas educativas permanentes, levar esse debate às escolas, incentivar relações baseadas no respeito e fortalecer uma cultura de paz. Combater o feminicídio também é combater o machismo, a intolerância e toda forma de violência que, muitas vezes, começa com agressões verbais, psicológicas e ameaças”, destacou.

Entre as medidas defendidas pelo pré-candidato estão a implementação de programas permanentes de prevenção à violência de gênero nas escolas estaduais, capacitação de professores para identificar sinais de violência no ambiente familiar, campanhas de conscientização voltadas aos homens e aos jovens, ampliação dos grupos de reeducação para autores de violência doméstica, fortalecimento da rede estadual de proteção às mulheres, apoio psicológico e jurídico às vítimas, fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e maior integração entre segurança pública, saúde, assistência social e educação para identificar precocemente situações de risco.

Laurez também defende o investimento em tecnologia e inteligência para garantir maior efetividade às medidas protetivas e às ações preventivas das forças de segurança. “Um governo eficiente não é aquele que apenas prende quem comete um crime. É aquele que cria condições para que esse crime não aconteça. A prevenção precisa ser o centro da política pública, porque salvar uma vida é sempre melhor do que lamentar uma tragédia”, afirmou.