A Comunidade São Miguel Arcanjo, vinculada à Paróquia São José, completa, em 2026, 25 anos de existência na 712 Sul, em Palmas, mantendo uma reivindicação que acompanha sua trajetória: conseguir um terreno próprio para construir a sede definitiva.
Fundada em 17 de fevereiro de 2001, a comunidade funciona até hoje em um espaço cedido por Maria José, uma das responsáveis pela criação do grupo e atual ministra da comunidade. Mesmo após duas décadas e meia de celebrações e atividades religiosas, os fiéis ainda não possuem uma área própria para a construção da igreja.
Neste mês, a comunidade realiza mais uma edição do tradicional festejo de São Miguel Arcanjo. A programação ocorre entre os dias 20 e 29 de setembro e mantém viva uma história iniciada dentro das casas dos próprios moradores.
Comunidade surgiu de encontros nas casas dos moradores
A história começou com o trabalho missionário de Maria José, Maria do Socorro, Maria de Fátima, Ilda e Joselita, que rezavam o terço nas casas de moradores da 712 Sul.
A partir desses encontros surgiu o desejo de criar uma comunidade católica na quadra. Maria José procurou o então pároco da Paróquia São José, padre Fábio Gleiser, e apresentou a ideia.
Em janeiro de 2001, uma reunião entre o padre e os moradores, realizada na casa de Maria José e do marido, Jerônimo, já falecido, definiu a criação da comunidade, que passou a ficar vinculada à Paróquia São José.
A primeira missa ocorreu em 17 de fevereiro de 2001, às 19h30, na casa de Maria do Socorro, na Alameda 5. Posteriormente, as celebrações passaram para a residência de Maria José e depois para o espaço onde são realizadas atualmente.
Em 3 de abril de 2003, por meio do Registro nº 246 da Cúria Metropolitana de Palmas, a comunidade recebeu autorização para funcionar oficialmente.
Nome está ligado à história da quadra
A escolha de São Miguel Arcanjo como padroeiro está relacionada à realidade enfrentada pelos moradores no início dos anos 2000.
Segundo o relato histórico da comunidade, naquela época havia na quadra diversos bares, pontos de drogas e locais de prostituição. Diante desse cenário, o padre Fábio Gleiser sugeriu São Miguel Arcanjo como padroeiro, figura associada, na tradição católica, ao combate contra o mal. A sugestão foi aceita pelos moradores.
Ao longo dos 25 anos, diferentes coordenadores, padres e fiéis participaram da manutenção das atividades religiosas e comunitárias.
25 anos de história, mas sem terreno próprio
Mesmo após completar 25 anos, a Comunidade São Miguel Arcanjo continua sem um terreno próprio. As celebrações e demais atividades seguem sendo realizadas em espaço cedido.
A comunidade afirma que continua buscando uma área onde possa construir a sede definitiva e ter uma estrutura própria para as atividades religiosas.
A reivindicação acompanha, assim, praticamente toda a trajetória da comunidade vinculada à Paróquia São José.
Festejo começa no dia 20
Neste ano, o festejo de São Miguel Arcanjo será realizado entre 20 e 29 de setembro. A programação terá diariamente o Santo Terço de São Miguel, às 19h, seguido de missa, às 19h30.
No dia 20 haverá quermesse após a missa. Entre os dias 21 e 25 será realizada mini quermesse. Nos dias 26 e 27, haverá novamente quermesse, com leilão no dia 26.
No dia 28, a programação terá mini quermesse. O encerramento será em 29 de setembro, Dia de São Miguel Arcanjo, com terço, missa e quermesse.