A temporada de praias no Tocantins também marca o aumento das brincadeiras com pipas, mas a atividade, quando realizada próxima à rede elétrica, tem provocado interrupções no fornecimento de energia. Somente em 2025 e no primeiro semestre de 2026, o estado registrou 45 ocorrências envolvendo pipas presas na fiação, afetando cerca de 41 mil unidades consumidoras.
Para conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre os riscos, a Energisa Tocantins realiza neste sábado (1º), a partir das 16h, a segunda edição do Festival de Pipas, na Praia da Graciosa, em Palmas.
Evento terá distribuição gratuita de pipas
A programação inclui distribuição gratuita de pipas, atividades recreativas, apresentações culturais e orientações sobre segurança no uso da energia elétrica.
A iniciativa é promovida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPAA) da Energisa Tocantins e pelo Projeto Nossa Energia, com apoio de parceiros.
Segundo a coordenadora de Segurança da Energisa Tocantins, Luciana Teixeira, uma pipa presa na rede elétrica pode causar acidentes e interromper o fornecimento de energia para diversos imóveis.
“Quando uma pipa fica presa na rede elétrica, além do risco de choque para quem tenta retirá-la, pode ocorrer curto-circuito e interrupção do fornecimento de energia para residências, comércios e serviços essenciais. O festival é uma forma de conscientizar crianças e adultos sobre como brincar com segurança.”
Mais de 40 ocorrências em um ano e meio
Dados da Energisa mostram que, em 2025, foram registradas 28 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica, deixando mais de 30 mil consumidores sem energia.
Já entre janeiro e junho de 2026, outras 17 ocorrências interromperam o fornecimento para aproximadamente 11 mil clientes.
Durante o evento, equipes da distribuidora também vão orientar o público sobre os cuidados necessários para evitar acidentes, como não soltar pipas próximo à rede elétrica, não utilizar linhas com materiais cortantes e jamais tentar retirar pipas presas em postes ou cabos de energia. Nesses casos, a orientação é acionar a concessionária.