O projeto cultural Invasão do Pequi 2 apresenta ao público uma exposição de artes visuais em Palmas, reunindo obras dos artistas Felipe Supernaut e Leromanual. As telas estão expostas no Blackbird Estúdio e Bar, na região sul da capital, e integram uma proposta que articula música e artes visuais em um mesmo processo criativo. A ação é viabilizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
A exposição marca a segunda edição do projeto idealizado por Felipe Supernaut. Criado inicialmente como uma coletânea musical acompanhada de um festival realizado em 2024, o Invasão do Pequi ampliou seu escopo nesta nova fase ao incorporar as artes visuais como linguagem central, em parceria com Leromanual. A mudança, segundo o idealizador, ocorreu de forma natural, a partir de sua relação pessoal com a música e com os suportes visuais que historicamente a acompanham.
Segundo Supernaut, a inclusão das artes visuais também dialoga com a busca por maior acessibilidade cultural. Desde a primeira edição, o festival contou com a participação da comunidade surda, mas a predominância da música limitava o acesso pleno.
“Por ser só música, eu acho que faltava algo de arte para eles consumirem também. Então hoje o festival Invasão do Pequi é um festival de música e arte”, afirmou.
Processo criativo e obras expostas
As telas apresentadas dialogam diretamente com as faixas do álbum que compõe a coletânea Invasão do Pequi 2. O processo criativo foi desenvolvido de forma colaborativa entre os dois artistas, a partir de um enredo construído coletivamente, sem restrições temáticas rígidas.
“Desde o início, eu e o Lero decidimos que a temática que iríamos criar seria bem livre, podendo ser ficcional ou fantasiosa. Fizemos um brainstorm, jogamos o nome Invasão do Pequi e os nomes das músicas em um caldeirão de ideias e criamos um enredo que norteou a criação das telas”, relatou Supernaut.
As obras recebem os mesmos nomes das faixas do álbum e resultam de um exercício de troca criativa entre som e imagem. Entre as telas expostas estão Invasão do Pequi 2, Pseudo Caos, Celestina, Queen of Hell, Pequena Chance, Mammoth e Paz e Guerra, todas disponíveis para visitação pública no espaço.
Fomento cultural e acessibilidade
Para os realizadores, o apoio da Política Nacional Aldir Blanc foi decisivo para a execução do projeto.
“A PNAB é de extrema importância no fomento cultural do nosso estado e do nosso país. Ela tem democratizado o acesso aos recursos públicos, fazendo com que a verba chegue aos artistas e produtores culturais. Como o aporte é dividido em categorias, ele se adéqua a vários tipos de projetos, de menores a mais elaborados, como a Invasão do Pequi, que envolve vários profissionais da cultura”, destacou Supernaut.
No campo das artes visuais, o edital garantiu apoio financeiro, aquisição de materiais como telas e tintas e a realização de ações de acessibilidade, incluindo interpretação em Libras e adequações estruturais para pessoas com deficiência. A programação é gratuita e aberta ao público. Segundo os artistas, o projeto contribui para fortalecer a produção artística regional e ampliar o alcance da cultura tocantinense, já que a coletânea musical está disponível em plataformas de streaming e as imagens das obras também circulam em ambientes digitais.