Descarte irregular de pilhas pode contaminar solo e água no Tocantins; entenda

O descarte incorreto de pilhas e baterias ainda representa um risco ambiental silencioso no Tocantins. Materiais comuns no dia a dia, quando jogados no lixo doméstico, podem liberar substâncias tóxicas como chumbo, mercúrio e cádmio, contaminando o solo, a água e trazendo riscos à saúde humana. Em Palmas e em outras cidades do estado, a ampliação dos pontos de coleta busca reduzir esse impacto e incentivar a logística reversa.

Segundo informações da plataforma Green Eletron, pilhas e baterias descartadas de forma inadequada podem se romper em aterros sanitários e liberar metais pesados que não são biodegradáveis. A entidade mantém mais de 11 mil Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) no país para coleta gratuita desses materiais.

No Tocantins, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) informou ao Jornal Primeira Página que a rede de coleta vem sendo ampliada por meio de parcerias institucionais. Atualmente, já existem pontos de entrega em Palmas, no campus do IFTO, na sede da própria SEMARH e na unidade da associação Programando o Futuro, na região do Aureny II.

Também há locais de descarte em Paraíso do Tocantins, no SESC e no Centro Cultural Mauro Cunha, além de pontos em Gurupi, no shopping da cidade e na feira do Shopping Popular.

Novos pontos de coleta serão instalados

De acordo com a pasta, novos Pontos de Entrega Voluntária devem ser instalados entre maio e junho deste ano na Prefeitura de Lajeado, na sede do Ministério Público do Tocantins, em Palmas, e na Fundação Municipal do Meio Ambiente da Capital.

A SEMARH informou ainda que desenvolve a ação “Caravana do Eletroeletrônico”, em parceria com a associação Programando o Futuro. A iniciativa promove educação ambiental e coleta de resíduos eletroeletrônicos em municípios tocantinenses, com meta de alcançar 40 cidades ao longo de 2026.

Reciclagem ajuda a reduzir impactos ambientais

Segundo a Green Eletron, após a coleta, pilhas e baterias passam por processos de reciclagem química e térmica, permitindo o reaproveitamento de metais e compostos utilizados na produção industrial. O processo também contribui para a chamada economia circular, reduzindo a necessidade de mineração e diminuindo os impactos ambientais.

A SEMARH reforçou que o descarte adequado é fundamental para evitar danos ambientais e ampliar a conscientização da população sobre a logística reversa.