O aumento de episódios de violência e sofrimento emocional entre estudantes tem levado escolas brasileiras a ampliar ações voltadas ao desenvolvimento socioemocional. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) indicam que o número de vítimas de violência interpessoal nas escolas passou de 3,7 mil registros em 2013 para 13,1 mil em 2023.
Entre as ocorrências registradas no período, 2,2 mil casos envolvem violência autoprovocada, como automutilação e outras formas de autopunição. Os números têm levado instituições de ensino a reforçar estratégias voltadas ao desenvolvimento de habilidades como empatia, autocontrole e capacidade de lidar com frustrações.
A discussão sobre o tema também tem ganhado espaço em escolas da rede privada e pública. A diretora do Centro Educacional São Francisco de Assis (Cesfa), em Palmas, Claudia Cristiane de Andrade, afirma que o estímulo a essas habilidades deve começar ainda na infância.
“Quando a criança aprende a reconhecer seus sentimentos, respeitar o outro e lidar com frustrações, ela também se torna mais preparada para aprender e conviver em sociedade. A escola precisa ser um espaço de conhecimento, mas também de desenvolvimento humano”, destacou a educadora.
Segundo especialistas da área educacional, o desenvolvimento de competências socioemocionais pode contribuir para reduzir conflitos no ambiente escolar e melhorar as relações entre alunos e professores. Crianças que conseguem identificar emoções, dialogar e resolver conflitos tendem a apresentar maior concentração, cooperação e participação nas atividades escolares.
Além de contribuir para o clima escolar, essas habilidades também são apontadas como fatores que influenciam o processo de aprendizagem e o desenvolvimento social ao longo da vida escolar.
Informações: Ascom Precisa